Leituras literárias: escritas e diálogos intermidiáticos

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Iniciando os trabalhos na EEEM João Mossmann - Planejando a integração inicial

Plano de aula Nº 1

Professores: Andréia Sarturi, Angela Berton, Leandro Lui e Tamiris Adelcia Santos da Silva 
Data: 09/04/2015 – Quinta-feira
Série: 7º ano
Carga horária: Dois Períodos – das 14h35min às 16h20min.
Assunto: Sondagem acerca das preferências dos alunos e produção textual.


Objetivos


·         Participar das atividades propostas para integrar-se à turma.
·         Produzir um texto a partir das da lenda socializada com os alunos.


Metodologia


·         Integração com os alunos;
·         Leitura do conto “A Loira do Banheiro”;
·         Discussão acera de lendas conhecidas por alunos e professores;
·         Produção textual.

Recursos


·         Reprodução de imagens da Loira do Banheiro;
·         Cópias do conto;
·         Folhas de redação.


Descrição das atividades propostas



·         Os professores/bolsistas se apresentarão aos alunos e falarão sobre o PIBID e seus objetivos para a sequência do ano letivo. A primeira proposta será uma entrevista que será realizada com os alunos a fim de sondá-los sobre suas preferências didáticas e seus gostos pessoais.

·         Os professores/bolsistas solicitarão que os alunos formem um semicírculo com suas cadeiras, em seguida distribuirão imagens alternadas associadas à Loira do Banheiro. A atividade prossegue com uma conversa sobre lendas conhecidas por todos e se alguém associaria a imagem que recebeu com alguma das lendas citadas.


  • Os professores/bolsistas distribuirão cópias de uma das versões do conto “A Loira do Banheiro” para que os alunos leiam de forma silenciosa e, em seguida, conversem juntamente com os professores sobre o conhecimento deles acerca de tal lenda.

  • Ainda com a intenção de sondá-los, os professores/bolsistas proporão aos alunos que produzam um texto contando alguma lenda que eles conheçam.

Avaliação


A avaliação se dará com a participação, colaboração e envolvimento da turma nas atividades propostas. Posteriormente, os professores/bolsistas analisarão os textos produzidos pelos alunos para conhecer em que nível de escrita se encontram e, com isso, desenvolver atividades futuras que visem abordar os aspectos nos quais os discentes mostrarem uma maior dificuldade.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Grupo do Pibid de 2015

Da esquerda para direita, em pé: Adriana, Suzana, Natan, Ananda, Leandro, Vanderlei, Denise, Dieila e Ana Lúcia
Sentadas: Andréia, Vanderléia, Angela, Tamiris, Janaína e Nicole
Faltam na foto: Elemar, Lílian e Elisiane

Estudos iniciais

No dia 11/03, os pibidianos realizaram estudos em grupos sobre questões concernentes à metodologia do ensino de Língua Portuguesa e Literatura. A partir desses estudos, escreveram as seguintes resenhas:


TEXTO E CONTEXTO
Por Suzana, Vanderléia e Natan
O ensino gramatical, entremeado a outros conteúdos e inserido num contexto, não deve consistir em análises de extrema minúcia dos verbos, preposições, articuladores e de todas as classes que a língua comporta, à procura de partículas mínimas em sequência. Esse tipo de análise não pode acrescentar construções e significados efetivos ao ser educando, pelo fato de ele não estar sendo o sujeito de tal construção.
No início dos anos 2000, com o estudo focado na área de gêneros textuais, fora enfatizado o papel da linguagem voltada à interação social de quem fala e escreve com suas inúmeras variantes de interlocutores.
Cada produção textual que advém de um gênero ou, por vezes, de mais de um, deve ser propriedade da criação do indivíduo que precisa utilizá-lo, de modo que a língua e suas características normativas sejam adequadas a um determinado contexto. É no aprendizado da elaboração e adequação desses textos que o indivíduo aprende e terá plenas capacidades de ampliar e articular seus conhecimentos, habilidades e competências. É na elaboração de um texto, levando em conta para quem se dirige, como e em que momento, que a gramática surgirá como tema, relacionada ao conteúdo.
O artigo “O ensino de produção textual com base em atividades sociais e gêneros textuais” elucida exatamente a ideia de que a escola precisa ofertar ao seu público de alunos – que vivem em realidades diversas e, até mesmo, adversas – contextos em que possam pôr em prática seus saberes, suas necessidades e capacidades por meio de situações específicas de uso da linguagem, com a finalidade de realizar alguma atividade ou interação social. Nesse sentido, a meta dessa nova forma de ensino é a compreensão e construção da interlocução e não mais o ensino pelo ensino das regras estruturais da língua.
Mais um elemento importante a ser reconsiderado pelo método tradicional de ensino gramatical é o de que a criança, enquanto ser em constante formação, aprende a língua materna, porque aprende a participar da vida em sociedade. Esse ato consolida-se ao longo de sua vida. Assim, para facilitar tal processo, ela pode valer-se do estudo de gêneros, utilizando de maneira mais eficaz os recursos linguísticos disponíveis na escola.

Logo, cabe ao professor, ao mediador, auxiliar na ampliação do repertório de situações onde haja interlocução, fazendo da sala de aula, uma grande oficina literária para o mundo.

RESENHA SOBRE O TEXTO A GRAMÁTICA A FAVOR DA LEITURA E 

ESCRITA

Por Nicole, Adriana e Ananda

O texto A gramática a favor da leitura e da escrita, de Elisângela 

Fernandes, publicada na revista Nova Escola, na edição de agosto de 2013, 

busca orientar os professores sobre o trabalho da gramática aliada à leitura e 

interpretação do texto. 

Inicialmente, expõe-se o desafio que a prática do ensino da gramática 

aliada ao texto representa, pois muitos professores não são preparados para 

tal, uma vez que, em seu período escolar, aprenderam a gramática “pura” e na 

formação acadêmica, muitas vezes, não aprenderam como realizar o trabalho 

das normas gramaticais a partir do texto. 

Na sequência, apresenta-se três modelos de trabalho que podem ser 

realizados nesse sentido, partindo dos princípios defendidos pela teórica Mirta 

Castedo, e que seriam aplicados desde as séries iniciais, nos momentos de 

análises linguísticas, que seriam as atividades destinadas a resolver dúvidas 

específicas, em situações contextualizadas dentro de um projeto ou em 

situações descontextualizadas. 

A primeira situação apresentada na reportagem ocorreu com uma turma 

de quarto ano, com a qual a professora desenvolvia um projeto sobre as 

fábulas por meio do qual trabalhava os conteúdos de gramática 

contextualizados no texto. Houve um foco especial nas terminações verbais, 

que apresentavam problemas nos textos dos alunos. Foi necessário fazer uma 

pausa no projeto das fábulas para ensinar a diferença entre os verbos 

terminados em ÃO e AM. Logo esse aprendizado foi aplicado no estudo das 

fábulas, através da identificação das terminações dos verbos nos textos lidos. 

O segundo caso exposto foi o de uma turma de 7º ano, em que a criação 

de uma revista rendeu o aprendizado dos gêneros presentes na publicação, 

como o artigo, a resenha e a crônica. Juntamente com o ensino desses 

gêneros, foram trabalhados elementos textuais de coerência e coesão textuais, 

como os pronomes, conjunções e elipses do sujeito no texto. 

A terceira situação apresentada foi a de uma turma de 9º ano, que 

trabalho o uso das conjunções através de reflexões sobre os sentidos que elas 

podem produzir no texto e como elas podem auxiliar nas produções de gênero 

argumentativo. Esse trabalho foi realizado paralelamente a leituras e escritas, 

nas quais foi possível ver o uso prático das conjunções. 

A partir dos exemplos dados pela reportagem, é possível perceber que 

os alunos aprendem com maior facilidade a utilizar a língua e a perceber como 

ela funciona na prática e não apenas de uma maneira abstrata, como está na 

gramática. Para os professores, os exemplos servem para mostrar que é 

possível trabalhar a língua de uma forma dinâmica e aliada ao seu uso prático.


GRAMÁTICA CONTEXTUALIZADA

Por Andréia e Tamires


Elisângela Fernandes, em uma reportagem para a revista Nova Escola, intitulada Gramática a favor da leitura e da escrita, aborda o que deveria ser a maneira correta de ensinar Gramática. “Deveria” porque sabe-se que nem todos os professores adotaram esse novo método educativo, pois, segundo professoras entrevistadas, muitos docentes continuam a utilizar o meio tradicional, ou seja, o ensino da gramática totalmente descontextualizado em suas aulas. Isso ocorre, muitas vezes, pelo fato do próprio educador não estar habilitado a nova proposta de ensino, tornando, assim, suas aulas uma mera classificação de palavras.
Depois dessas críticas, Fernandes apresenta três propostas de ensino correto da Gramática, elaboradas por Mirta Castedo, pesquisadora argentina, a qual defende projetos em que, desde os primeiros anos, seja ensinado a análise linguística contextualizada, tendo como principal instrumento o texto. Para tanto, ela expõe essas propostas para serem aplicadas de 6º a 9º ano.
Na primeira proposta, bem como na segunda, os professores adotaram método da reescrita de uma crônica, focalizando o uso dos pronomes como forma de evitar a repetição de palavras ao longo do texto e obter a correta referenciação. Na terceira, após se perceber que a maioria dos alunos utilizavam de forma inadequada os verbos e seus tempos, fez-se a leitura de textos, a identificação dos verbos e exercícios visando o adequado uso desses tempos verbais.
Como docente e estudiosa da Língua Portuguesa, acredita-se que está mais do que na hora dos professores tomarem consciência de que o ensino da língua materna deve estar sempre que possível contextualizado, até porque a mesma palavra, dependendo do contexto, pode ser classificada de diferentes formas. As propostas oferecidas são bastante significativas para os interessados no verdadeiro ensino de nossa língua.


 O USO CORRETO DA GRAMÁTICA

Por Vanderlei, Denise e Janaína

A revista Nova Escola relata em uma de suas reportagens o tema “Gramática na sala de Aula a favor da leitura e da escrita” a importância de trabalhar gramática em sala de aula, fugindo do modo tradicional ensinado. Geralmente, a gramática é aplicada aos alunos de forma não contextualizada, ou seja, frases soltas sem estar inseridas em um contexto, dificultando o aprendizado do aluno, e não prendendo sua atenção.
O objetivo da reportagem é defender o ensino da gramática em sala de aula não trabalhando apenas frases soltas, mas sim inseridas em textos com assuntos interessantes aos alunos, evidenciando a sua realidade de vida. Tudo acontece dentro de um projeto didático, para que o aluno saiba localizar dentro de um conteúdo aplicado as situações gramaticais. O texto afirma que os professores apreenderam da mesma forma que estão ensinando e que o problema não estaria só na sala de aula, mas também nas salas de formações acadêmicas.
            Ensinar gramática deixando de lado o modo tradicional nem sempre é fácil, pois exige do docente um plano de aula elaborado que facilite o processo cognitivo de seus alunos ao entendimento do conteúdo.
            Depois de várias críticas em sua reportagem sobre o modo de ensinar, Elisângela Fernandes deixa claro que é possível balancear o modo de ensinar gramática.  Segundo ela, o ensino da gramática deve ser de uma forma coerente envolvendo os alunos em atividades capazes de fixar e entender o conteúdo trabalhado em sala de aula, facilitando assim o docente alcançar seu objetivo de ensinar a gramática.

GRAMÁTICA A FAVOR DA LEITURA E DA ESCRITA
Angela Berton e Leandro Lui

De todas as guerras travadas nos corredores das escolas, uma das mais fervorosas é entre o texto e a gramática. Batalhas acaloradas ocorrem todos os dias entre professores de língua portuguesa e, até, de outras disciplinas. Poucos veem lógica no ensino da última para nossos pupilos, e quando falamos da gramática em seu estado puro, talvez esses tenham razão, pois todo o regramento que a compõe não faz sentido sem a sua aplicação na prática, ou seja, no texto.
Pois bem, sabemos que a compreensão de textos é fundamental para tudo em nossa vida, sobretudo no aprendizado das diversas disciplinas ensinadas na escola. No entanto, não podemos esquecer que o conhecimento gramatical é preponderante na assimilação de qualquer ideia. É consenso, então, que tanto o texto, quanto a gramática devem ter cadeira cativa nas aulas de língua portuguesa. E como gerenciar esses dois generais egocêntricos em uma mesma aula?
Na revista Nova Escola de Agosto de 2012, Elisângela Fernandes escreveu um artigo chamado “Gramática a favor da leitura e da escrita”, onde aponta a necessidade de se articular o texto com a gramática para a melhor compreensão de ambos. No fundo, todos aceitamos essa ideia, no entanto, colocá-la em prática parece ser uma afronta a todos os preceitos educacionais que temos visto. Onde é que já se viu, trabalhar regras gramaticais juntamente com a interpretação textual? Pois é. Esse parece ser o caminho, não mais confortável, mas o que mais longe leva.
Elisângela apresenta ainda exemplos de atividades desenvolvidas por diversas professoras que buscam abordar a gramática dentro do texto, fazendo com que os alunos não passem pelo drama da conjugação verbal ou das análises sintáticas em frases descontextualizadas. Além disso, essas atividades promovem uma melhor compreensão dos textos trabalhados. Logicamente, isso pode dar mais trabalho do que o normal para essas professoras, mas os alunos certamente terão uma visão menos traumática da gramática e uma compreensão de textos mais profunda.   

DE QUE MANEIRA ENSINAR OS ELEMENTOS DE COESÃO?

Por Dieila, Lílian e Ana Lúcia

O projeto elaborado pela professora Silvia Leticia de Andrade, para os alunos do 7º ano da Escola castanheiras, em Santana de Parnaíba, São Paulo, publicado na Revista Nova Escola, em agosto de 2012, teve como objetivo o ensino dos gêneros crônica narrativa, notícia, entrevista, artigo de opinião, resenha crítica e reportagem, por meio de atividades de leitura e escrita, a fim de que entendessem os marcadores de coesão textual, como por exemplo, os pronomes, as conjunções e os casos de sujeito implícito.
A docente teve como iniciativa este projeto para que os alunos aprendessem a utilizar os elementos de coesão textual, com o intuito de evitar repetições em um texto. Para isso, utilizou como instrumento de sistematização uma adaptação do início da crônica Quando Se É Jovem e Forte, de Affonso Romano de Sant’Anna, e nela havia inúmeras repetições da expressão a mulher. Então, a professora pediu para que os alunos reescrevessem o texto eliminando estas repetições.
O interessante de tudo isso é que ao finalizar a atividade proposta os discentes perceberam o quanto se torna pobre um texto com palavras e expressões repetidas. E o melhor de tudo é que eles, sem ter conhecimento, empregaram corretamente os elementos de coesão textual. Após isso, durante a correção coletiva, os alunos receberam a crônica original, e para finalizar, houve uma discussão do assunto em questão.
É necessário que o professor ensine a gramática dentro de um contexto, e foi exatamente isso que Silvia fez, ela propiciou aos discentes a construção do conhecimento, de forma que não ganharam o conceito pronto do conteúdo ensinado, mas fez com que eles percebessem e conceituassem dentro de um texto os elementos de coesão, pois, quando é usada esta metodologia o resultado é satisfatório.

Dessa forma, como futuras professoras de Língua Portuguesa, temos que parabenizar a professora pelo belo trabalho com a turma, pois, acreditamos que ensinando a gramática em um contexto e não em uma frase isolada, o conteúdo se torna claro para o aluno e tal conhecimento é absorvido. 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Trabalhando o texto argumentativo II - Adriana, Carmem e Nicole

Professoras: Adriana Kirsch Schilling, Carmem Adriana Fillmann e Nicole Carina Siebel

Nome: ________________________________________ Turma: ___________________


AS TATUAGENS – J.J. Camargo

A tentativa de mudar o aspecto original é milenar, seja por modismo ou inconformidade com a própria figura. E isso desde tempos remotos, quando gerações primitivas praticavam verdadeiras automutilações para lograrem uma imagem que era tão mais festejada quanto mais bizarra e chocante.
A moda da tatuagem atingiu na atualidade tons de obrigatoriedade, como se o não tatuado fosse um ser inferior, sem noção da importância de fazer parte dessa tribo de gosto, no mínimo, duvidoso.
Algumas mulheres, lindas e solenes como devem ser as lindas, batem o ponto com uma florzinha discreta na nuca, só visível quando, cheias de charme, enrolam os cabelos sob a aparente alegação, sempre falsa, de calor no pescoço.
Outras implantam um coraçãozinho colorido na virilha, onde só será visto por quem tenha tanta intimidade que ajude a remover o biquíni.
Até aqui, é pelo menos tolerável. Mais do que isso: é discutível. A propósito, qualquer tatuagem no dorso do pé parece sujeira.
Logo depois desfilam os ingênuos e os imprudentes, que tatuam declarações definitivas ao amor, esse sentimento marcado pela efemeridade. Como manter o entusiasmo sexual do Raul se logo acima do cóccix há uma jura de amor pelo Duda?
E a fé precisa ser assumida com frases nas costas? Desculpe, mas aquela espalda maravilhosamente linda que estava no elevador não merecia o “E livrai-nos de todo o mal. Amém!” Essa devoção estaria bem guardada em algum escaninho secreto da alma.
Claro que todos têm o inviolável direito de dar o destino que lhes agradar a sua própria aparência. Até os que praticam a aberração de tatuar o corpo inteiro, que dá aquele aspecto grotesco e repulsivo, e que desafiam os psiquiatras de plantão a tratar uma falência tão absoluta da autoestima. Não saberia como ajudá-los, e, assim, me limito a assistir, sem compreender.
O que é certo é que todo o tatuado ignora uma verdade absoluta e irrevogável: ele vai envelhecer!
Pensei nisso observando na fila de um banco. Um velho hippie que provavelmente na flor da juventude, lá pelos anos 70, tatuou um jaguar nas costas e uma declaração de amor no peito. Triste ver o bichano acocorado pelo enrugamento da pele. E quando ele se virou, me dei conta que a sua musa vai ter que se contentar com uma mensagem cifrada. Várias letras sumiram nas pregas da velhice. Tomara que a amada ainda seja a mesma – e que tenha boa memória.

FONTE: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2012/03/artigo-as-tatuagens-por-j-j-camargo-3691010.html. Acesso em 21/04/2014.


O RESCALDO DA TATUAGEM- J.J. Camargo

Uma crônica, sobre tatuagens, que escrevi no caderno Vida, provocou enorme repercussão na mídia e nas redes sociais e mostrou o quanto esse é um tema controverso. A intenção não era, nem nunca foi, ofender a quem se tatua, e peço desculpas a quem, por absoluta falta de senso de humor, sentiu-se ofendido.
Aliás, é impressionante o quanto as pessoas sem senso de humor assumem comportamentos fundamentalistas quando se sentem contrariadas. Dos protestos ficou muito claro o quanto os tatuados são felizes. Só uma felicidade extrema com sua própria imagem justificaria uma resposta tão intensa.
Houve também quem se revoltasse contra minha afirmação de que os adolescentes são pressionados a se tatuar, e, no final, dissesse que me considera um jurássico por ser contra as tatuagens em pleno século 21.
No meio do protesto, fiquei com vontade de abraçar uma senhora que, depois de me chamar de preconceituoso e antiquado, contou uma linda história de vida sofrida, em que cada episódio vitorioso foi registrado com uma tatuagem. A ela meu pedido de perdão mais sincero.
Como escrevi na coluna, nunca pretendi criticar que alguém faça as modificações que lhe aprouver ao seu próprio corpo até porque ele é quem vai conviver com elas para sempre. Portanto, das ponderações a seguir, estão excluídos os tatuados antigos convictos, enrugados ou não. E com um pedido formal de desculpas.
A crônica tinha a pretensão, que agora percebo ingênua, de abordar de maneira bem humorada um tema muito sério, que talvez pela sutileza, não foi adequadamente compreendido. Por isso, vamos aos fatos.
Os jovens, especialmente os adolescentes, incitados ao modismo, precisam ter consciência de uma verdade fundamental: o acesso à tatuagem é uma via sem direito a desistência. Por isso um conselho para evitar que, no futuro, te surpreendas dizendo: "Meu Deus, onde eu estava com a cabeça".
Se a declaração de amor parecer intransferível, tatue apenas o nome e em letras pequenas. Isso facilitará a remoção cirúrgica da legenda, se a expectativa de eternidade não se confirmar. E restará como lembrança do amor, que não passou de um susto, uma cicatriz que poderá ser discreta, se não tiveres tendência a queloide.
Os cirurgiões plásticos recebem inúmeros pacientes com tatuagens do tamanho do arrependimento e usam modernamente uma arma importante — a ressecção a laser. Numa tatuagem localizada, com quatro ou cinco sessões — a um custo médio de R$ 5 mil — poderás trocar tua tatuagem, desde que ela não inclua a cor verde, por uma cicatriz de queimadura. Pele normal, nunca mais.
Por isso, não permitas que um modismo te pressione a assumir condutas que deixem marcas irremovíveis, antes que assumas a maturidade. Enquanto ela não chega, procura evitar as cicatrizes da alma, que lá nós todos acabamos tatuados. Mas quem se importa?

FONTE: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2012/03/artigo-o-rescaldo-das-tatuagens-por-j-j-camargo-3692120.html. Acesso em 21/04/2014.

Responda as questões abaixo:

1-      Qual é a visão que o autor do texto defende a respeito das tatuagens? 
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2-      Através de quais afirmações o autor coloca essa opinião? 
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3-      De acordo com o texto, o que as mulheres costumam fazer para mostrar suas tatuagens?
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4-      Qual a sua opinião sobre fazer uma tatuagem na adolescência? Explique.
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5-      Você acredita que a maioria das pessoas faz tatuagens porque realmente gostam ou apenas para “estarem na moda”? Por quê?
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6-      No texto é dito que “A moda da tatuagem atingiu na atualidade tons de obrigatoriedade”.  Você concorda com essa afirmação? Por quê?
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7-      Você concorda com as opiniões sobre tatuagens transcritas no texto? Por quê?
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8-      A crítica sobre ter tatuagens, geralmente, vem de pessoas mais velhas, pois possuem uma cultura diferente. Pessoas assim chegam a ser até preconceituosas. Você conhece pessoas assim? O que essas pessoas falam?
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9-      Por que o autor escreveu uma nova crônica sobre tatuagens?
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10-  Como são definidas as pessoas que se ofenderam com a colocação do autor sobre as tatuagens?
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11-  De acordo com o segundo texto, qual foi o motivo da revolta dos adolescentes contra a crônica de J.J. Camargo? Como ele foi chamado pelos “revoltados”?
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12-  Qual o conselho dado na crônica aos que quiserem fazer uma tatuagem como declaração de amor?
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Trabalhando o texto argumentativo - Nicole, Carmem e Adriana

PLANO DE AULA – 25/04/2014.

OBJETIVO
-Realizar uma produção textual para sondagem inicial.  

CONTEÚDOS
-Escrita de texto a respeito das relações humanas e das redes sociais.

TEMPO
2 períodos.

RECURSOS
-Textos que servirá de base para a produção textual.  
-Folhas para escrita.
-Vídeo para servir de base à produção textual.

PROCEDIMENTOS
-Exibição do vídeo de inspiração para a produção textual.
-Leitura do texto sobre redes sociais, que deverá servir como base para a produção do texto argumentativo.

-Tempo para a escrita do texto.


Professoras: Adriana Kirsch Schilling, Carmem Adriana Fillmann e Nicole Carina Siebel

As relações por meio das redes sociais

É curioso como as relações humanas se transformaram com a Internet, que tem moldado nosso comportamento a cada dia de forma surpreendente (talvez de forma até exagerada, em alguns casos).
Antigamente uma amizade era iniciada no mistério, depois de uma primeira aproximação/interação, onde as pessoas se conhecem e convivem por um curtíssimo período de tempo (seja uma festa, local de trabalho, academia etc.). Quando as interações passam a se repetir, a possibilidade de uma amizade começa a aumentar, a medida em que ambas as partes trocam informações, descobrem que moram no mesmo bairro, já foram a um mesmo show ou estiveram em uma mesma festa de um amigo em comum quando ainda não se conheciam.
Mais tempo se passa, e começam a compartilhar detalhes de sua vida, como um presente que ganharam, uma foto de uma viagem, aquele CD da banda preferida.
E por aí vai.
As amizades cumpriam com os degraus do conhecimento, você recebia informações gradativas daquela pessoa ao longo de sua convivência, e isso é um valor que o tempo possui que nada neste mundo pode comprar.
Mas pode dar de graça. Com o que? Com as redes sociais.
Ultimamente tenho reparado na quantidade de amizades que eu fiz sem sequer sair da frente do computador: seguidores no Twitter que interagem comigo, pessoas que curtem minhas fotos no Instagram e até mesmo aqueles psicopatas desconhecidos que querem me adicionar no Foursquare.
Atualmente, começamos a conhecer as pessoas por meio das redes sociais: você pode, sim, conhecer alguém nas mesmas ocasiões que eu citei acima, porém quando você puxa seu inseparável celular ou chega em sua casa e coloca o computador no colo, já começa a ver que as fotos da festa estão no Facebook, você encontra as pessoas que conheceu, entra no perfil, vê as fotos, o que a pessoa curtiu, se ela tem conta no Twitter ou Instagram, se ela tem Foursquare etc.
Em todos os canais recebemos o feed por segundo do que está acontecendo: pessoa curtiu foto, comentou uma publicação, ouviu música, viu um site, leu uma notícia, está em um café perto do trabalho, ganhou pontos no Angry Birds, está pedindo uma ovelha para a Fazendinha (sério, ainda isso?) etc.
Tenho receio deste comportamento, mas maior que receio eu tenho curiosidade sobre o comportamento humano: mesmo com este costume atual (de vivermos conectados e buscando/recebendo informações), ainda não falta assunto entre as pessoas – você pode ter visto todo o álbum do Instagram, as publicações no Facebook e as reclamações no Twitter, mas ao encontrar a pessoa você ouvirá muito mais detalhe sobre as experiências que ela compartilhou publicamente na Internet.
As redes sociais conectam, mas são as pessoas, unicamente, que possuem o poder de contar histórias e cativar a cada um.
Do que são feitas as amizades?

            Texto retirado do site: http://www.cafecomblogueiros.com.br/midia-social/as-relacoes-por-meio-das-redes-sociais/. Acesso em: 15/04/2014.


Neologismos - Natan e Andreia

PLANO DAS AULAS 1 E 2
Data: 29/10/2014 e 05/11/2014 - quartas-feiras.
Série: 5º série/6º ano.
Carga horária: Quatro períodos.
Assunto: Gênero textual poema: leitura e interpretação textual; variedades linguísticas: linguagem informal, neologismos.

Descrição das atividades propostas
ü  Será mostrado o “Poeminha do contra”, de Mário Quintana, “Neologismos”, de Manuel Bandeira entre outros para que façam a leitura e descubram os Neologismos neles contidos.  Participarão de um jogo envolvendo prefixos, radicais e sufixos a fim de criarem novas palavras.

Poeminha do Contra, de Mário Quintana

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!


Neologismo, de Manuel Bandeira

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo
Teadoro, Teodora.



Retrato quase apagado em que se pode ver perfeitamente nada, de Manuel de Barros

I
Não tenho bens de acontecimentos.
O que não sei fazer desconto nas palavras.
Entesouro frases. Por exemplo:
- Imagens são palavras que nos faltaram.
- Poesia é a ocupação da palavra pela Imagem.
- Poesia é a ocupação da imagem pelo Ser.
Ai frases de pensar!
Pensar é uma pedreira. Estou sendo.
Me acho em petição de lata (frase encontrada no lixo).
Concluindo: há pessoas que se compõem de atos, ruídos, retratos.
Outras de palavras.
Poetas e tontos se compõem com palavras.




V

Escrever nem uma coisa Nem outra -
A fim de dizer todas
Ou, pelo menos, nenhumas.
Assim,
Ao poeta faz bem
Desexplicar -
Tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes.



CRUZADINHA


8


10




11

1-
M
O
N
A
R
Q
U
I
A


I


N


2-
G
E
O
G
R
A
F
I
A

C


T




R




12

13

R
3-
C
R
O
N
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L
O
G
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A

N

Z

O


O




V




E

O

B


P


4-
H
I
P
Ó
D
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M
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I


Ó




A




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L

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F









O

O



5-
A
G
R
O
N
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M
I
A

G

G



G









I

I
6-
F
I
L
O
S
O
F
I
A


9

S

A












B

M






7-
P
S
E
U
D
Ô
N
I
M
O














O
















L
















O
















G
















I
















A












Preencha a cruzadinha com palavras formadas por radicais gregos:

1.    Um só + governo = regime de governo de uma pessoa só.
2.    Terra + escrever = ciência que descreve a terra.
3.    Tempo + estudo = estudo da ordem dos tempos e das datas históricas.
4.    Cavalo + corrida = pista para corrida de cavalos.
5.    Campo + lei = ciência que estuda os princípios e métodos agrícolas.
6.    Amigo + sabedoria = ciência que investiga as últimas causas de tudo que existe.
7.    Falso + Nome = nome falso.
8.    Pequeno + vida = animal de vida microscópica.
9.    Vida + estudo = ciência que estuda os seres vivos.
10. Homem + comer = aquele que se alimenta de carne humana.
11. Ar + caminho = rota seguida pelos aviões.
12. Novo + estudo = palavra recém introduzida na língua.
13. Animal + estudo = estudo dos animais.

Radicais gregos
1° elemento
Aero
ar
Aeronave
Agro
Campo
Agronomia
Antropo
homem
Antropologia
Bio
Vida
Biografia
Crono
Tempo
Cronômetro
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